sábado, julho 29, 2006

Silêncio de uma semente

No início, era o silêncio de uma semente.
Então, pela força da natureza, abri os olhos e vi:
vi um espaço de formas vibrantes, fui uma testemunha dos três tempos,
onde chamava por mim. Quem sou eu?

Segui com a necessidade de andar, construí um caminho, talvez vários!
Tornei-me prisioneiro por minha vontade.

Como uma criança, experimentei o que os meus sentidos traziam até mim,
e como ela, vivi os sonhos do mundo, feitos de céus azuis e abismos temerosos,
feitos de tudo e de nada.

Quanto mais caminhava, maior era a necessidade de me explicar.
Procurei nos livros, nas escrituras de todos os tempos.
Procurei em ti, que me ouves agora e, ainda assim, tudo parecia pouco.
Caminhei. Caminhei até à exaustão…

Cansado … fechei os olhos e vi …
Deixei as lutas e as conquistas.
A necessidade de encontrar.
Deixei o caminho e o caminhar.

Aceitei a minha divindade,
que no início, era o silêncio de uma semente.

Daterra

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